Blog como recurso no processo de ensino

O blog pode ser utilizado como um recurso importantíssimo no processo de ensino e aprendizagem. Pois o aluno precisa de estimulo para que haja aprendizagem de qualidade, este estimulo vem de aulas dinâmicas e diferenciadas, nesse sentido se faz necessário colocar o aluno em contato com os atuais instrumentos tecnológicos, pois estamos vivendo um período de evolução continuo tanto no meio de comunicação quanto de equipamentos tecnológicos.

 Desta forma, o professor deve possibilitar ao aluno este contato continuo com ferramentas que possibilita a integração e a socialização de idéias. Esta ferramenta pode ser o blog, uma vez que possibilita os alunos e aos professores debater, questionar, informar e documentar informações e pesquisa que pode ou não ser oriundas de projetos escolares.

Ferramentas do Blog

  A função ” opção” do blog é onde podemos fazer a configuração do blog, desde idiomas até configuração da escrita. É onde  fica a grande parte da configuração do blog. 

O “posts” é uma das ferramentas mais importantes do blog, é por meio dela que podemos disponibilizar alguns documentos no blog, possibilitando a socialização de idéias.

 Os “comentários” é uma ferramenta do blog, que possibilita ao usuário fazer comentários aos textos, documentos, noticias de outros usuários. E ao postar um comentário é possível que o escritor e o leitor façam uma interação sobre os assuntos, elogiando, esclarecendo alguns pontos relevantes, questionando o assunto, etc.

 Este recurso que chamamos de “aparência” do blog, é utilizado para diferenciar e diversificar a aparência do blog do usuário. Dando assim um visual que agrade o usuário não só esteticamente, como também usualmente,  no sentido de escolher um visual que contemple uma melhor organização e estruturação do blog e suas ferramentas.

 O recurso que chamamos de “LINKS” tem como função facilitar o acesso à documentos, à sites entre outros dispositivos da internet, neste sentido ele serve como atalho.

Tudo o que se fala no momento é:

ARTIGO. No curso do 7º semestre de pedagogia da UNIDERP, tudo o que se ouve é artigo. Daí o assunto se diverssifica – O que é artigo? – Qual o primeiro passo de um artigo? –  Como se estrutura? – Como se configura?, e assim segue chegando ao pontos mais afetivos  – Até aonde você já vez? –  Foi divificio? – Já é para entregar? – ai meu DEUS!

As dificuldades são as mais distintas possiveis e ao mesmo tempo é a mesma, è uma coisa de doido, é assim que me vejo fazendo este artigo, pois tudo é novidade para mim desde pontos já levantados até o tema escolhido.

Função: OPÇÃO

A função ” opção” do blog é onde podemos fazer a configuração do blog, desde idiomas até configuração da escrita. É onde  fica a grande parte da configuraação do blog.

Posts

O “posts” é uma das ferramentas mais importantes do blog, é por meio dela que podemos disponibilizar alguns documentos no blog. possibilitando a socialização de idéias.

Comentários

Os “comentários” é uma ferramenta do blog, que possibilita ao usuario fazer comentarios aos textos, documentos, noticias de outros usuários. E ao postar um comentário é possivel que o escritor e o leitor faça uma interação sobre o assuntos, elogiando, exclarecendo alguns pontos relevantes, questionando o assunto, etc.

Aparência

Este recurso que chamamos de “aprarencia” do blog, é utilizado para diferenciar e divercificar a aparencia do blog do usuário. Dando assim um visual que agrade o usuário não só esteticamente, como também usualmente,  no sentido de escolher um visual que contemple uma melhor organização e estruturação do blog e suas ferramentas.

Links

O recurso que chamamos de “LINKS” tem como função facilitar o acesso à documentos, à sites entre outros dispositivos da internet, neste sentido ele serve como atalho.

Conceito de Alfabetização e Letramento

 Este trabalho tem como objetivo apresentar o conceito sobre alfabetização e Letramento, alfabetização no sentido amplo e restrito  e alfabetizar letrando.

 A alfabetização surgiu a mais de 5000 anos antes de cristo como códico de reprodução simbólica do pensamento.  A leitura e a escrita esteve ligada  a relação de poder e dominação, além do poder religioso. Com o desenvolvimento social a escrita passou a ter uma nova e importante função social, sendo atribuído como oportunidade para a melhoria de qualidade de vida e produtividade no trabalho. A leitura e escrita passou a fazer parte da vida econômica sendo determinante na perspectiva de vida.

 Magda Soares, em seu texto As muitas facetas da alfabetização faz o analise do desenvolvimento escolar fazendo um levantamento do índice de aprovação nas décadas de 60, 70 e 80, e concluiu que mais da metade dos alunos fracassam na escola. Pra entender o porquê desse fracasso ela busca resposta ora no aluno, ora no contexto cultural do aluno, ora no professor, ora no método, ora no material didático e ora no próprio  meio do código escrito. Sendo assim, a primeira faceta refere-se ao conceito de alfabetização, onde esta implicado os métodos de alfabetização que é método fônico e o método onde a alfabetização ocorre  de modo mecânico (codificação e decodificação da escrita) a escrita, e a representação de fonemas em grafemas e vice-versa*, e o método global onde ocorre a representação por meio  de expressão e compreensão de significado aos códigos escrito[1]. Desse modo a alfabetização devera ocorrer contemplar os dois métodos, e levando em consideração os determinantes sociais as funções e fins da aprendizagem da língua escrita. Indo mais além, Soares faz uma analise na natureza do processo de alfabetização e dos condicionantes do processo de alfabetização, apresentado as múltiplas facetas, nessa perspectiva à criança para ser alfabetizado tem que ser levado em questão: o pré-requisito; Lecto-escrita (o estagio de compreensão da natureza simbólica da escrita que se encontra na criança); maturidade lingüística; a alfabetização como processo de treinamento relacionado com os usos sociais da língua e o “progressivo domínio” (transferência da fala para a escrita e vice-versa). E também são levados em questão os fatores sociais, econômico, culturais e político que condiciona a educação, predominando a dominação e a discriminação. Discriminação essa que começa nas variedades lingüística. para compreender a educação brasileira e suas facetas é preciso uma preparação dos professores, assim estes profissionais estarão aptos a utilizar métodos e procedimentos de alfabetização e de elaborar seu material didático, assumindo uma postura diante das implicações ideológicas.

A alfabetização segundo Di Nucci (1991-1995), ocorre de maneira restrita e descontextualizada de seu cotidiano, e que as condições sociais exigem o aprimoramento dos usos sociais da leitura e da escrita nos diferentes gêneros, esta aprendizagem ocorre na instituição escolar envolvendo o domínio ativo e sistemático das habilidades de ler e escrever.

 A alfabetização vai além da habilidade mecânica de codificação e decodificação do ato de ler, abrange a capacidade de interpretar, compreender, estabelecer  relações com o real, ler dominando a mecânica de leitura e a relacionando simultaneamente com o pensamento, saber criticar e reproduzir conhecimento. De acordo com Abud, Maria José M. a alfabetização pode ser entendido tanto no sentido amplo como no sentido restrito. No sentido amplo a alfabetização faz parte da formação da personalidade da criança, neste sentido é necessário que encontre na leitura uma motivação permanente, além de integrar o individuo de forma crítica e dinâmica tanto do ponto de vista social quanto do  pessoal, ampliando de forma crítica a visão de mundo, dando lhe base na aquisição de uma cultura geral, servindo de alicerce da aprendizagem escolar, tendo em vista que a alfabetização não ocorre só na 1° sério, e sim ao longo do período escolar. Já no sentido restrito, a alfabetização é um processo de aquisição das habilidades básicas  de leitura e escrita, ensinado o códico escrito relacionando ao códico oral, habilitando a decifrar a codificação e decodificação. sendo assim, o ato de “ler significa apenas o ato  de decifrar e traduzir um códico, estabelecendo correspondência entre sinais gráficos e sons” .

  No livro de Sérgio A.S. Leite, por nome Alfabetização e Letramento, trás um desafio para o professor, onde Eliane Porto Di Nucci inicia com uma citação:

Letramento é,  sobretudo, um mapa no coração do homem, um mapa de quem você é, e de tudo que você pode ser.

Magda B. Soares

 No conceito do letramento, a alfabetização ocorre quando parte da experiencias da criança em seu ambiente para chegar ao conhecimento formal  da linguagem, ensinando  a ler e escrever considerando seu contexto social, ao mesmo tempo que torna o individuo alfabetizado e letrado. Nesta perspectiva o professor deve propor a leitura e a escrita de forma contextualizada, e de diferentes tipos de texto, permitindo ao individuo  a usar diferentes usos da escrita no seu cotidiano, e de se inserir numa cultura letrada. “É preciso promover a reflexão sobre a crítica para que ela seja compreendida  nos usos e nas funções sociais presente no cotidiano. Cabe  aos educadores oferecer oportunidades para essa reflexão por meio do grande desafio que é alfabetização letrada” (Nucci). A escola deve oferecer diferentes gêneros textuais e oportunizar a comunicação oral e escrita, além desenvolver  a capacidade reflexiva e critica do educando, este processo de letramento vai além do ensino institucionalizado.   

A criança antes de ser alfabetizada ela já elabora hipótese sobre a função da escrita a partir do conhecimento que tem da língua oral e do contato com eventos de letramento que ocorre naturalmente na rotina cotidiana da família como trocas de idéias, localizar endereços ler revistas ou jornais etc. nesta perspectiva o individuo leva para a escola ‘…a oralidade e as variações lingüísticas, pois o individuo transfere para a escrita marcas da oralidade usada no cotidiano’, assim cabe ao professor valorizar seus dialetos e normatizar a escrita de acordo com as normas-padrão, possibilitando ser utilizado e entendido no uso social.
         O papel da escola é tornar o aluno como alfabetizado, o que inclui o domínio do códico. Tendo como desafio tornar o aluno letrado, habilitando-o a usar a escrita em atividades comunicativas e culturais. Para isso é preciso contextualizar o uso da escrita no e a partir do cotidiano, e propor leitura e escrita de diferentes tipos de texto, doando-lhe significado, pois o letramento implica ir além de atividades escolares, abrangendo para o meio social.

Emilia Ferreira, em sua citação, faz a comparação entre os períodos, inicia evidenciando o 1º e 2º período, onde o problema encontra-se na criança que tem dificuldade na escola, e não a dificuldade da escola em ensinar a criança. A autora evidencia também o período 3, onde  a criança deixa de ser a culpada por seu próprio fracasso, deixa de reduzir o conhecimento posto para a criança, nesse período a criança é agente do conhecimento, com capacidade e habilidade para ser trabalhada da melhor maneira introduzindo conhecimento e dando-lhe oportunidade de se desenvolver. É preciso introduzir, ao invés de reduzir e estigmatizar o conhecimento e capacidade da criança, pois ser criança é ser uma pessoa  ativa com múltiplas capacidades e habilidades, com modo próprio de agir, pensar e expressar sobre o que é, vê, pensa e aprende. Como Diz Ferreiro:

           ‘[…] As mudanças necessárias para enfrentar sobre bases novas a alfabetização inicial não se resolvem com um método de ensino, nem com novos testes de prontidão nem os novos materiais didáticos…

Temos uma imagem empobrecida da língua escrita: é preciso reintroduzir,  quando consideramos a alfabetização e a escrita como sistema  de representação  da linguagem.

Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos , uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho  fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito  cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para trazê-lo seu,”                                                                 Emília Ferreiro

REFERENCIA

RIBEIRO, Vera Masagão. O conceito de Letramento e suas implicações pedagógicas….

LEITE, Sergio Antonio da Silva. Alfabetização e Letramento: Contribuição para as praticas pedagógicas. 3 ed. Coleção ALIE- Alfabetização Leitura e Escrita…

ABUD, Maria José Milharezi. O Ensino da Leitura e da Escrita na Fase Inicial de Escolarização – Temas Básicos de Educação e Ensino…

SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento

As Muitas Facetas da Alfabetização. Editora Contexto….


[1] conceitos parcialmente verdadeiros, pois a língua escrita não é um registro fiel dos fonemas da língua oral (método fônico), assim como o discurso oral  e o discurso escrito e organizado de forma fiferente, ex; uso de gesto (método global).

Concepções de Alfabetização

Ao analisar a ação do professor dentro da sala de aula, é possível detectar um conjunto de idéias que norteia o seu fazer pedagógico, mesmo quando não tem plena consciência dessas concepções. No entanto para poder compreender  a ação do professor é preciso analisar qual a concepção que o professor tem, e que se expressa em seus atos no que se refere ao conteúdo que espera que o aluno aprenda, no processo de aprendizagem e como se deve ensinar. Tais concepção podem ser melhor compreendida a partir  do aprofundamento tanto na concepção empirista, quando na concepção construtivista. 

                   Na concepção empirista a preocupação volta-se para o que é ensinar, quem é o aluno, como ele aprende e o que e como se deve ensinar, dessa forma o seu modelo de aprendizagem é conhecido como mecanismo de “estimulo – resposta” assim ocorre a substituição da respostas erradas por certas. Nesse modelo de ensino o aluno deve acumular informações simples de forma parcial por meio da memorização, o que explica a utilização de cartilhas que tem por função ajudar o aluno a desempenhar a regra de geração do sistema alfabético, como b com a é ba, b com i é bi e assim segue até concluir a família silábica, logo após a memorização dessas famílias silábicas é formadas as frases descontextualizadas de forma a usar exaustivamente a mesma família silábica “aprendida” resultando em o bebê baba na babá e assim é constituído os textos com o mínimo de coerência e coesão.   Seguindo essa linha de raciocínio espera-se que o aprendiz junta as informações. Supondo-se que em algum momento, o aluno venha ter uma espécie de “estalo” começando a entender o que a de em comum nas diferentes famílias silábicas.  Sendo capaz de sintetizar o aprendido, ou seja, nesse processo ocorre a acumulação de informações.

         Nesta concepção desconsideram que o aluno tenha contanto com a escrita fora da escola, em outras palavras, considera que o aluno tenha contado com a escrita a partir do momento que ele tem acesso a escola, assim a leitura e a escrita é concebida  como aprendizagens escolares.

 “Através dessa iniciação, a criança vai desvendando  os segredos daqueles sinais negros sobre a pagina branca. Parte-se do grau zero da aprendizagem da escrita … Todas as cartilhas partem do pressuposto de que, para aprender a ler, o aprendiz deve transformar o signo em signo oral, para depois chegar a compreensão.” (Barbosa, 1994)

           O processo de ensino da concepção empirista é concebido por meio da cópia, na escrita sob ditado, na memorização (a curto prazo) pura e simples a fim de reconhecer a família silábica no momento da leitura sem a necessidade de reconhecer o significado da mensagem, ocorrendo de  forma mecânica, então só depois aprenderam a reconhecer o significado da mensagem lida. Conforme diz Telma Weisz: “primeiro eles precisariam aprender a fazer barulho com a boca diante das letras para depois poder aprender a ler de verdade e a produzir sentido diante de texto escrito”. Podendo dizer que o ensino segue uma lógica intrínseca organizando etapas de apresentação  do conhecimentos aos alunos.

         Na concepção empirista o conhecimento está fora do sujeito, sendo preenchido a partir do contato com o mundo

        Sob o olhar  construtivista, o conhecimento não é concebido como uma cópia do real, incorporado pela criança. Parte do pressuposto que o aluno integre os conhecimentos novos         com os já existentes. Neste caso, o conhecimento é um permanente estado de transformação a partir dos conhecimentos armazenados.

       A concepção construtivista reflete-se em um conjunto de princípios que permitem ao professor analisar e organizar proposta sobre o ensino. Servindo o como um referencial que irá direcionar as propostas pedagógicas, planejamento e ações do professor.

      Para a concepção construtivista aprendemos quando  somos capazes de elaborar uma idéia sobre qualquer coisa que pretendemos aprender. Assim  ao apresentar algo novo  é logo interpretando através dos  conhecimentos já adquirido  anteriormente.

       Na vida escolar esta atividade mental e também externa  é o que caracteriza a aprendizagem do aluno. Todos os aspecto culturais é considerando importantes para o desenvolvimento social e intelectual  do aluno que são selecionados e apresentados em sala, sendo decisivo por meio da sua interpretação pessoal, ou seja, o aluno por meio da interação com outras pessoas pode atribuir significado as  objetos  de ensino, havendo uma melhor  contribuição da pessoa que aprende, dedicando com maior interesse e disponibilidade seus conhecimentos prévios e sua experiência, desempenhando assim um papel imprescindível a figura de outro mais experiente que ajuda detectar um conflito entre aquilo que se sabe e aquilo que precisa saber, contribuindo para que o aluno se sinta capaz e motivado para resolvê-lo, com tudo deve ter em vista sua realização autônomo, dando oportunidade para que o aluno aprenda a aprender. Os conteúdos propostos devem ser: significativo aos alunos;   respeitar o nível de conhecimento dos alunos; ser apresentado como um desafio acessível para o aluno; promover atividade mental a fim de estabelecer relações entre o conteúdo novo e conhecimentos prévios; promover a motivação e auto-estima para trabalhar algum conteúdo;  ajudar o aluno a aprender a aprender afim de ficar mais autônomos em sua aprendizagem, de modo geral os conteúdos também devem ser factuais, conceituais, procedimentais ou atitudinais.   

       Portanto, é preciso que o professor tenha consciência de sua concepção pedagógica, assim ele poderá ter mais segurança em sua ação dentro da sala de aula, facilitando o processo do ensino e aprendizagem.     

Referencia

  O Dialogo Entre o Ensino e a  Aprendizagem,

WEISZ, Telma; SANCHEZ, Ana. editora ática, São Paulo, 2000

O Construtivismo na Sala de Aula,

COLL, César . ed. 6, editora ática, São Paulo, 1999 

Alfabetização e Leitura,

BARBOSA, José Juvêncio. ed. 2.  editora Cortez, São Paulo, 1994

(Coleção magistério. 2º grau. Série formação de professor; v. 16)

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